terça-feira, 9 de setembro de 2014
IESol realiza primeiro Seminário Nacional de Economia Solidária e Tecnologia Social em Ponta Grossa/Pr
Fonte: IESOL
“Eventos como esse vêm reforçar nosso compromisso institucional de transformação social”, disse o reitor Carlos Luciano Sant’Ana Vargas, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), nesta terça-feira, na abertura do I Seminário Nacional de Economia Solidária e Tecnologia Social (SENESTS). O evento promovido pela Incubadora de Empreendimentos Solidários (IESOL/UEPG) integra o projeto Fortalecimento da Economia Solidária nos Campos Gerais, patrocinado pela Petrobras e visa promover a consolidação de atividades solidárias junto à comunidade, por meio do processo de incubação e de assessoramento a empreendimentos já inseridos no contexto da economia solidária.
Ressaltando a necessidade de uma atuação forte da instituição junto à comunidade, Luciano Vargas destacou a criação da IESOL/UEPG, como um programa de extensão, cujo objetivo é fomentar, articular, organizar e consolidar empreendimentos comunitários, a partir dos princípios da economia solidária. “As discussões, apresentação de trabalhos e momentos de integração desse evento, certamente, vão contribuir para que nossa incubadora cresça e se desenvolva, dentro de sua proposta de integrar os princípios da economia solidária às políticas públicas de desenvolvimento local, regional e de segurança alimentar”.
A oportunidade de integração com atores sociais do estado e outras regiões do país também foi destacada pela coordenadora da IESOL/UEPG, professora Reidy Rolim de Moura (Departamento de Serviço Social). Nos dois dias do evento, foram apresentados 38 trabalhos que possuem a economia solidária como estratégia de enfrentamento à pobreza, geração de postos de trabalho e renda e emancipação social.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Casa da Economia Solidária é inaugurada em conjunto a Encontro da REDP
Fonte: Comunicação FMESI
Cerca de 80 pessoas participaram da inauguração da CES – Casa da Economia Solidária que aconteceu em Irati-Pr neste dia 10 de julho as 09:00hrs da manhã.
Este evento faz parte das festividades de aniversário de 107 anos do município e também da programação do Encontro Regional da REDP – Rede de Educação Popular do Paraná que além de seu congresso no dia 11 aconteceram em conjunto: a Feira de Agroecologia, a Feira de Sementes Crioulas e o Debate sobre as Políticas Públicas da Agricultura Familiar, Agroecologia e Feminismo, estes realizados na UNICENTRO.
Na inauguração, além dos trabalhadores/as dos empreendimentos econômicos solidários, lideranças de movimentos sociais, representantes das secretarias municipais e entidades (UNICENTRO, IFPR, IEEP, CORAJEM) de Irati, estiveram presentes integrantes de empreendimentos e entidades de 10 municípios do estado, com destaque para a presença de representantes da/o: Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres de Guarapuava; Secretaria Municipal da Agricultura e EMATER de Mallet; entidade GUAYÍ de Porto Alegre/RS; Projeto do Governo Federal Mulheres Rurais em Rede do MDA; Projeto do Governo Federal Rede de Economia Solidária e Feminista da SENAES; Superintendência do MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário do Paraná; EMBRAPA; IAP; SEAB; Deputado Federal Dr. Rosinha e o Prefeito Municipal Odilon Burgath.
A CES é uma das ações da lei 2956/2009 e meta do PLAMESOL – Plano Municipal de Economia Solidária que foi constituído na COMESI – Conferencia Municipal de Economia Solidária de Irati que aconteceu em maio deste ano. Na cerimônia algumas autoridades se pronunciaram, como: o Sr. Edélcio Stroparo - Reitor do Campus UNICENTRO de Irati, a Sra. Cristiane de Paula - Presidente da Associação CORAJEM, o Sr. Rodrigo Souza - Diretor do DESOL - Departamento de Economia Solidária e Artesanato, o Sr. Estanislau Fillus – Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, o Sr. Dr. Rosinha – Deputado Federal, a Sra. Solange da Silva – Coordenadora da CES e o Sr. Odilon Burgath – Prefeito Municipal.
“Desde o início da discussão da Economia Solidária no município, o movimento vem buscando espaços para apresentar sua organização social do trabalho e assim sua forma diferenciada de produzir, comercializar e de consumo, onde os valores e princípios de cooperação, solidariedade, humanidade, gênero, meio ambiente são essências do processo”. Destaca Rodrigo Souza do DESOL.
Historicamente, foram dados passos importantes para esta conquista, como: a perseverança de entidades como a Associação CORAJEM que iniciou esta discussão em 2003 e foi até 2006 em alguns bairros de Irati; depois a CORAJEM criou uma rede regional em 2007 (hoje a Rede de Educação Popular do Paraná) que realizou diversas atividades, como: trocas de experiências e momentos de capacitação sobre o tema; Feiras Regionais anuais que aproximou ainda mais novas entidades de apoio, gestores públicos e principalmente consumidores; Conferência Regional no município (também em 2010); a criação da lei municipal 2956/2009 de Fomento a Economia Solidária; a criação do Fórum Municipal em 2012 e; bem recentemente, com a abertura desta gestão pública, a criação de um Departamento que estará executando a lei e o plano municipal.
A Casa será um espaço onde os empreendimentos, devidamente cadastrados e organizados em grupos, irão expor seus produtos e serviços para a comercialização. Ela funcionará a partir de seu regimento interno o qual tem os seguintes itens de organização: objetivo, critérios para uso do espaço, obrigações dos integrantes, conservação, manutenção, entre outros. De início a CES abrirá de terça a sábado das 10hrs ás 18:30hrs. O atendimento e gestão será feito pelos próprios trabalhadores/as sendo que a cada dia será um empreendimento que fará nesta função. Hoje são grupos:
- Mulheres Guerreiras;
- UTOPIA - Unidas, Trabalhando, Organizadas, Promovemos o Ideal Almejado
- AMASEG – Associação de Mulheres do Sabão de Engenheiro Gutierrez;
- AIA - Associação Iratiense de Artesãos;
- Padaria Comunitária “Trabalho e Vida”;
- Rede do Mel;
- Grupo de Mulheres “De Olho no Futuro” de Pinho de Baixo e;
- Clube de Mães Vila Nova.
Também haverá na CES produtos de grupos dos municípios de Piraquara, Mandirituba, Curitiba e Mallet.
Para início da experiência, a CES oferecerá produtos artesanais (confeccionados em tecido, vidro, papel, plástico, palha, madeira, etc.) para presentes, uso doméstico, ornamentação, etc. alimentos como: mel, pão caseiro, doces, salgados e em breve produtos orgânicos, como: frutas, verduras, legumes, entre outros.
Para mais informações o endereço é Rua da Liberdade s/n ao lado do Ginásio de Esportes Augustinho Zarpelon Junior (Batatão) ou entrar em contato no e-mail: fmesi.irati@gmail.com, no FacebboK:https://www.facebook.com/casadaeconomiasolidaria?ref_type=bookmark ou no telefone: 42 3422-4506 com Solange (coordenadora da CES) ou Mary (secretaria da DESOL).
segunda-feira, 30 de junho de 2014
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Missão do/a Cristão/ã. Feliz Pascoa!!!
Será que estamos continuando a missão que Jesus deixou para
nós?
Parece que a nossa missão de cristão na garantia da justiça, do direito
da igualdade e a liberdade (Jo 10,10) não está acontecendo, pois cada vez mais
no mundo se multiplicam: doenças, violências, corrupção, veneno na nossa
alimentação e agua, destruição do meio ambiente, aumento da miséria, fome, etc,
etc, etc....
Para variar, temos que fazer a pergunta que a maioria das
pessoas fazem: Quem é o culpado por esta situação? Talvez a pergunta não seja
QUEM, mas o QUE gera este caos?
Acreditamos que uma das explicações é o enfraquecimento nas
relações de solidariedade (conceito que no direito romano “obligatio in solidum”
significava responsabilidade, cumplicidade comunitária), ou seja, menos
solidariedade, menos relações de confiança entre nós. Assim, hoje a nossa convivência
como comunidade ou sociedade não são mais regidas pelas relações de cooperação e solidariedade e sim por um sistema
econômico, ou seja, pelo mercado do consumismo e da acumulação de riquezas (de poucos),
comandado pelas multinacionais, que além de explorar trabalhadores/as de países
de baixo IDH, está mudando a nossa cultura promovendo a competição e com o apoio da mídia (músicas, filmes, propagandas,
novelas....), nos divide nos individualiza e assim vulneráveis para qualquer produto
ou projeto de morte de exploração ou dominação, que infelizmente muitas das
vezes somos “soldadinhos” que defendemos e apoiamos consumindo estes produtos e
serviços e sendo garotos/as propaganda divulgando a marca.
As pessoas com mais vivencia e experiência, sabem que a bem
pouco tempo atrás as relações de cooperação e solidariedade não eram “uma boa
ação” e sim cultural, pois era natural, por ex.: quando era necessário sair o vizinho
cuidava da minha casa. Quando faltava algum tipo de alimento (açúcar, sal,...)
era só ir no vizinho e emprestar. Quando precisava até de dinheiro o “banco
comunitário” mais próximo (e muitas vezes sem juro) era o vizinho. Outro ex.:
bem importante de baixa ocorrência de violência (que hoje é um dos maiores
problemas das sociedades: assaltos, estupros, homicídios, etc.), pois os
moradores das comunidades cuidavam um dos outros garantido a segurança pública.
Enfim, as relações de solidariedade na comunidade sempre eram a solução para
qualquer dificuldade. Hoje infelizmente, até nas pequenas cidades, os vizinho
malmente se conhecem o que dirá pensar juntos soluções para a comunidade onde
moram.
Desta forma, como há menos confiança, menos pensamos e agimos
coletivamente para buscar solucionar os problemas que nos rodeia em nossa
comunidade, isto sem contar que muitos estão em diversas situações de
sofrimento constante, como: estres, depressão, dependência química e/ou alcoólica,
cometendo delitos e presos em cadeias, etc. Assim, como válvula de escape
buscamos achar um culpado nas escalas de hierarquia da nossa sociedade, que
pode ser desde de uma liderança comunitária (presidente de associação de
moradores, das igrejas, etc.), passando pelos governantes locais (ex.: prefeito
e vereadores) até chegar as maiores autoridades, que estão a frente de
entidades privadas e públicas.
Claro que temos consciência que estas lideranças foram escolhidas
democraticamente (ou não, pois falta muita consciência da importância de votar
e muitos vendem o voto, por exemplo) e assim estes escolhidos tem que realmente
fazer cumprir o que prometeu em discurso e/ou campanha. Mas, também é preciso que
as pessoas e suas comunidades acompanhem e cobrem estas lideranças. Sobre isto
não há como fugir, pois quando se fala governo democrático quer dizer governo
do povo, ou seja, nós povo somos parte fundamental da governança.
Esta governança podemos fazer de duas maneiras. Pode ser
individual como cidadão/ã ou de forma organizada em um coletivo. Infelizmente, a
maioria reclama individualmente (e isto não é surpresa, porque o sistema nos
divide) usando os meios de comunicação (rádio, tv e internet) para gritar e
espernear sobre o seu problema, muitas vezes sem argumentos ou conhecimentos de
causa ou sem oficializar. Mesmo quando oficializam em documento alcançam pouco resultado,
pois estas pessoas se cansam logo e acabam desistindo. Com certeza a forma de coletivo organizado tem muito mais força
ou como uma entidade ou movimento social, pois um coletivo geralmente tem uma
história, um objetivo comum, princípios, uma bandeira de luta, etc. que garante
a continuidade das reivindicações.
Neste sentido, até Jesus não agiu sozinho, como aparece em
vários contextos da bíblia e de forma mais intensa quando Jesus escolhe os apóstolos
que eram lideranças comunitárias e que tinham fortes relações de confiança onde
moravam. Depois de ouvirem o chamado, ainda como discípulos, Jesus apresentou a
eles a missão (Mt 10, 1) e assim os mesmos preparados tendo em mente e na alma
o que deviam fazer, vão espalhar a notícia de um novo Reino que virá (projeto
de vida) de igualdade e fraternidade. Mas, na época não foi tudo tão tranquilo
quanto pareceu, pois além de anunciar um novo Reino, também tinham que
denunciar os problemas que os governantes políticos e religiosos causavam, como
a exploração do trabalho, a dominação e alienação religiosa, o abuso do poder,
entre outros, que fazia com que o povo ficasse com medo e assim refém do
sistema da época.
Assim fica a reflexão: E nós, o que fazemos? Assumimos o
nosso batismo e a condição proposta de Jesus para continuar a construção do
reino? Ou vamos continuar esperando que um governante vem nos salvar?
Acreditamos que nós da REDP, na prática, junto as organizações parceiras, estamos promovendo a continuidade da construção do Reino por meio de vários projetos e ações, como a: Economia Solidária na valorização do trabalho e do/a trabalhador/a, consumo de alimentos ecológicos (sem agrotóxicos), defesa do meio ambiente, direitos humanos, do lugar da mulher, do protagonismo da juventude, das etnias e povos tradicionais, das comunidades, ente outros.
Jesus é o Senhor da história: Os onze discípulos foram para a
Galiléia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. Quando viram Jesus,
ajoelharam-se diante dele. Ainda assim, alguns duvidaram. Então Jesus se
aproximou, e falou:
«Toda a autoridade foi
dada a mim no céu e sobre a terra. Portanto, vão e façam com que todos os povos
se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do
Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês. Eis que
eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo.»
Feliz Pascoa!
segunda-feira, 14 de abril de 2014
sábado, 12 de abril de 2014
3ª Feira de Economia Solidária reuni 27 empreendimentos de vários municípios do Paraná
Foi realizada em Irati – Pr, a 3ª Feira Regional de Economia
Solidária e Soberania Alimentar e contou com a presença de 27 EES - Empreendimentos
Econômicos Solidários. Além de Irati outros municípios, como: Ponta Grossa,
Mallet, Fernandes Pinheiro, Curitiba, Mandirituba, Piraquara e Mandirituba
estiveram presentes.
A Feira teve inicio na sexta dia 4 com a abertura oficial com a formação da mesa com a presença de autoridades, como o Odilom Burgath prefeito de Irati , Estanislau Fillus Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Marici Mazepa da RECID, Gilnei Machado assessor do Deputado Tadeu Veneri, Taís Regina Denhuke do Projeto Rede Nacional de ECOSOL e Feminista do governo federal, Solange da Silva coordenadora do FMESI, Rafael representando o prefeito de Mallet e Rodrigo Souza do DESA - Departamento de Economia Solidária e Artesato de Irati.
Os EES´s trouxeram uma diversidade de produtos para
oferecer aos consumidores de Irati, entre eles: artesanatos, bolsas,
confecções, esculturas e alimentos agroecológicos (sem veneno), panificados,
chocolates, doces, salgados, entre outros.
Além da oferta de produtos nos estandes da feira, também
aconteceram Oficinas do conhecimento, como: Fabricação de Tinta Ecológica da
Terra com a assessoria de Marcelo Campelo da Secretária da Agricultura de Irati;
Confecção de Moeda Social e as Trocas Solidárias com a assessoria de Madalena
Santos da RECID e; Agroecologia e Consumo Consciente com a assessoria da Profª.
Silvana Moreira do IFPR.
Também aconteceram as apresentações culturais e artísticas,
com a Capoeira do Grupo Muzenza, Gaita com o “Tio Bilia”, Violino e violão com
Crisiane e Bruno, a Banda de Roque Escultores de Alento, entre outros artistas.
A realização da Feira sempre aconteceu por meio da REDP –
Rede de Educação Popular do Paraná que é um Movimento Social que integra e
articula Educadores/as Populares que fazem parte de diversos grupos, entidades
e do poder público do Paraná e que além da Feira, desenvolvem várias ações:
- EAPJ – Escola de Agentes
Populares da Juventude;
- Seminários Municipais de
Políticas Públicas;
- Assessoria para criação de
Fóruns e Conselhos Municipais e;
- Integração de Projetos e
Parcerias.
Este ano o apoio financeiro principal é da RECID – Rede de
Educação Cidadã do Projeto TALHER da Secretaria de Direitos Humanos do governo
federal, da Prefeitura Municipal por meio do DESA – Departamento de Economia
Solidária e Artesanato (que foi criado no mês de fevereiro) e apoio
organizativo do FMESI – Fórum Municipal de Economia Solidária de Irati.
A Feira tem por objetivo fomentar e disseminar a Economia
Solidária (ECOSOL) como nova forma de Desenvolvimento Local Sustentável e de
Soberania Alimentar da região e do estado do Paraná. Com isto, a proposta é que
a partir da Economia Solidária, os/as trabalhadores/as sejam protagonistas,
sujeitos de sua história de vida e construam um sistema econômico tendo como
centro, não só a produção e a comercialização, mas também tenham TEMPO para
VIVER e viver com qualidade e sustentabilidade.
Sabemos que da forma que o sistema econômico é organizado no
Brasil, a proposta é produtivista e assim os que mais trabalham ficam com a
menor fatia da riqueza gerada. Apesar de algumas políticas públicas de
assistência social, como o bolsa família, a distribuição de renda e o pouco investimento
em políticas públicas estruturantes, em saúde, educação, alimentação de
qualidade (sem veneno), entre outros, são a causa dos maiores problemas, como a
violência, as doenças, a drogadição, entre outros, que ocorrem no Brasil.
Assim a Economia Solidária, por meio da Feira e a partir de
seus princípios de Cooperação, Solidariedade, Divisão Justa da Riqueza e
principalmente da Prática da Autogestão, além de oferecer produtos de qualidade,
também, propõe criar outras formas de se organizar como sociedade e assim gerar
bem estar a todos e todas.
Segundo os feirantes a Feira alcançou seus objetivos, como
de: Expor e divulgar os produtos e serviços produzidos por grupos/empreendimentos
de ECOSOL. Apresentou a diversidade e o potencial da ECOSOL na produção
coletiva, no comercio justo, no consumo consciente, nas finanças solidárias e
credito alternativo de Banco Comunitário e a Moeda social. Proporcionou a
ampliação do conhecimento por meio de formação em espaço de partilha de
conhecimento entre trabalhadores/as da ECOSOL, consumidores e a população em
geral. Promoveu espaço de união do Campo e a Cidade para troca de experiências
e buscou alternativas de garantir a Segurança e Soberania Alimentar para a
região e estado. Valorizou e firmou a Agroecologia como forma
autossustentável da produção de alimentos sem agrotóxicos (venenos), garantido
assim: saúde aos consumidores, proteção ao meio ambiente, geração de renda e o
fortalecimento das comunidades do campo. Fortaleceu o Movimento Social da
Economia Solidária como espaço de construção de propostas, projetos e
sensibilizar a sociedade da necessidade da construção de Políticas Públicas
para a região e o e
A Coordenação da Feira agradece a todos e todas entidades,
prefeitura e pessoas que de uma forma e de outra colaboraram e participaram e
conta com o apoio e envolvimento para os próximos eventos que acontecerão
futuramente.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
3ª Feira de Economia Solidária e Soberania Alimentar acontece em Irati - Pr
A Feira de Economia Solidária e Soberania Alimentar
está na sua 3ª edição. As outras aconteceram em fevereiro de 2010 e março de 2013.
Na 1ª em 2010, com o apoio do projeto Comercialização
Solidário do Governo Federal estiveram presentes 44 empreendimentos. Na 2ª em
2013, com a ampliação de apoio de parcerias, com o patrocínio da entidade da FLD – Fundação luterana de Diaconia do
Rio Grande do Sul e com a criação do FMESI
– Fórum Municipal de Economia Solidária de Irati foi possível a realização.
Como experiência foi um sucesso, pois houve um grande intercâmbio entre os
feirantes e também entre os produtores e consumidores proporcionando futuros
processos de negócios, ampliação da produção e um grande aprendizado de organização
e autogestão.
A realização da Feira sempre aconteceu
por meio da REDP – Rede de Educação Popular
do Paraná que é um Movimento Social que integra e articula Educadores/as Populares
que fazem parte de diversos grupos, entidades e do poder público do Paraná e
que além da Feira, desenvolvem várias ações, como: a EAPJ – Escola de Agentes
Populares da Juventude; os Seminários Municipais de Políticas Públicas; a Assessoria
para criação de Fóruns e Conselhos Municipais e; a Integração de Projetos e
Parcerias.
Este ano o apoio financeiro principal
é da RECID – Rede de Educação Cidadã do
Projeto TALHER da Secretaria de Direitos Humanos do governo federal, da
Prefeitura Municipal por meio do DESA – Departamento
de Economia Solidária e Artesanato que foi criado no mês de fevereiro e apoio
organizativo do FMESI – Fórum Municipal
de Economia Solidária de Irati. Este ano são em torno de 27 Grupos/Empreendimentos
de vários município do Paraná e que trabalham e comercializam: artesanato de
utilidade e funcionalidade, confecção de roupas e calçados, alimentação
agroecológica, produtos de limpeza como sabão ecológico, entre outros.
A Feira tem por objetivo fomentar
e disseminar a Economia Solidária (ECOSOL) como nova forma de Desenvolvimento
Local Sustentável e de Soberania Alimentar da região e do estado do Paraná. Com
isto, a proposta é que a partir da Economia Solidária, os/as trabalhadores/as sejam
protagonistas, sujeitos de sua história de vida e construa um sistema econômico
tendo como centro não só a produção, mas também que estas pessoas tenham TEMPO
para VIVER e viver com qualidade e sustentabilidade. Sabemos que da forma que o
sistema econômico é organizado no Brasil, a proposta é produtiva e assim os que
mais trabalham ficam com a menor fatia da riqueza gerada. Apesar de algumas
políticas públicas de assistência social, como o bolsa família, a distribuição
de renda e o investimentos em políticas públicas estruturantes é a causa dos maiores
problemas que ocorrem no Brasil. Um destes problemas é a violência que só tem
feito crescer e cada vez mais com mais crueldade, como acontece com as
mulheres, onde a cada 5 minutos uma é ferida, morta ou violentada.
Assim a Economia Solidária por
meio da Feira não quer somente comercializar seus produtos, mas também a partir
de seus princípios de Cooperação, Solidariedade, Divisão Justa da Riqueza e
principalmente da Prática da Autogestão, criar outras formas de se organizar
como sociedade e assim propicie o bem estar de todos e todas. Além disto, a
Feira pretende:
- Expor e divulgar os produtos e serviços produzidos por grupos/empreendimentos de ECOSOL.
- Apresentar a diversidade e o potencial da ECOSOL na produção coletiva, no comercio justo, no consumo consciente, nas finanças solidárias e credito alternativo de Banco Comunitário e a Moeda social.
- Proporcionar a ampliação do conhecimento por meio de formação em espaço de partilha de conhecimento entre trabalhadores/as da ECOSOL, consumidores e a população em geral.
- Promover espaço de união do Campo e a Cidade para troca de experiências e buscar alternativas de garantir a Segurança e Soberania Alimentar para a região e estado.
- Valorizar e firmar a Agroecologia como forma autossustentável da produção de alimentos sem agrotóxicos (venenos), garantido assim: saúde aos consumidores, proteção ao meio ambiente, geração de renda e o fortalecimento das comunidades do campo.
- Fortalecer o Movimento Social da Economia Solidária como espaço de construção de propostas, projetos e sensibilizar a sociedade da necessidade da construção de Políticas Públicas para a região e o estado.
Programação:
Dia 04 - Sexta:
18:00 – Acolhida e credenciamento dos grupos;
20:00 – Abertura Oficial;
22:00 – Encerramento do dia;
Dia 05 - Sábado:
07:30 – Organização das bancas;
08:30 – Abertura da Feira para a comercialização;
09:00 – Curso de Formação: “As relações de Poder e a Criminalização dos Movimentos Sociais” (acontecerá no salão em anexo à feira);
16:00 – Encerramento do Curso;
16:00 – Início das Apresentações Culturais;
21:00 – Fechamento da Feira;
Dia 06 - Domingo:
09:00 – Abertura da Feira para a Comercialização;
09:15 – 1ª Oficina: Tinta Ecológica;
10:30 – 2ª Oficina: Moeda Social
13:30 – 3ª Oficina: Consumo Consciente;
15:00 – 4ª Oficina: Cultivo da Semente Criola;
18:00 – Encerramento.
Obs.: As inscrições para as oficinas são gratuitas e qualquer pessoa pode participar.
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